“Juventude e Vulnerabilidade” é o tema do primeiro Café Filosófico de 2018



O nosso primeiro Café Filosófico de 2018 fica sob o comando do Dr. Paulo Artur Malvasi, que trata sobre “Juventude e Vulnerabilidade” no Plenarinho da Câmara Municipal de Pouso Alegre, no dia 28 de abril, às 16h.

Dr. Paulo Artur Malvasi é mestre em Antropologia Social (USP-2004) e doutor em Saúde Pública (USP-2012). Professor e pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Pesquisador do Núcleo de Etnografias Urbanas (NEU/CEBRAP). Pesquisador Associado do Projeto Temático Gestão do Conflito na Produção da Cidade Contemporânea: a experiência paulista (FAPESP). Tem experiência em pesquisa nas áreas de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, e de Saúde Coletiva. (Fonte: Currículo Lattes)

O café Filosófico acontece no dia 28 de abril, às 16h no Plenarinho da Câmara Municipal de Pouso Alegre. O evento é gratuito e as vagas são limitadas.

Garanta já sua participação!

Questões do Cotidiano aborda a questão da violência

No dia 20 de março às 19h30 no auditório da Faculdade Católica de Pouso Alegre aconteceu a primeira edição de 2018 do “Questões do Cotidiano”. “Violência? O que eu tenho com isso?” é o eixo para os encontros do primeiro semestre. A temática “Mídia e Violência” foi tratada pela mestra em Educação Sociocomunitária pela UNISAL/Americana, professora Suzana Costa Coutinho.

As boas-vindas foram dadas pelo coordenador dos cursos de extensão da Faculdade Católica, Pe. Vanildo de Paiva, que explicou como funciona a dinâmica do evento: no início de cada “Questões do Cotidiano” é feita uma “provocação” através de um aluno do curso de filosofia. “Para a reflexão de hoje, o aluno Richard Oliveira, do quinto período, nos falará sobre ‘Sociedade Excitada: considerações em Christoph Türcke’’, anunciou o coordenador.

Segundo Richard, a obra mais conhecida do autor é “Sociedade Excitada: Filosofia da Sensação”. A arqueologia da sensação é reconstruída no sentido de apresentar um diagnóstico para fenômenos do mundo contemporâneo. “A ‘sociedade da sensação’ é o tempo histórico que tem levado ao limite as novas formas de intensificação dos estímulos, por meio de mecanismos high tech que são verdadeiras drogas (portanto vícios)... Somente na medida em que o desenrolar desenfreado da sensação seja interrompido (e talvez não seja possível), será possível a libertação dos homens do estado anestésico ao qual estão condicionados pelo mundo high tech,” ponderou.

Richard disse que Türcke mostra que os recursos são os mesmos de sempre: Pão e circo. “Enquanto nos distraímos com nossos novos brinquedos high tech, e até nos sentimos ouvidos porque publicamos nossos textões no Facebook, o dinheiro corre e escorre pelo ralo, os interesses pessoais são discutidos à surdina e o povo inebriado é conduzido e guiado, mesmo que se sinta livre”.

Ao assumir a palavra, a palestrante da noite disse que é comum ouvirmos opiniões sobre a relação mídia e violência, em que predominam duas correntes. “A primeira é aquela que identifica a mídia como uma narradora da realidade e expressa-se, entre outras, com as seguintes colocações: 1) a mídia reproduz o que está ocorrendo na sociedade; 2) não é a mídia que é violenta, mas os fatos que ela expõe”, explica.

O segundo grupo de discursos sobre a relação mídia e violência. Aquele que se manifesta com frases como: 1) a mídia é a culpada pelo fim dos valores da sociedade e da família; 2) é a mídia que ensina as pessoas a serem violentas; “Vale refletir neste ponto que, desde a Antiguidade, em diversas formas de organização social, a violência foi apresentada como espetáculo. O Império Romano talvez seja o melhor exemplo de tal fenômeno, com a ‘teatralização’ da violência, não no sentido colocado por Aristóteles, de ‘gerar uma catarse’ em quem assiste, como próprio dos dramas gregos, a exemplo de Édipo Rei que arranca os próprios olhos diante do terror da descoberta de ter matado o pai e se casado com a mãe, porque estes ousaram querer fugir do destino preparado pelos deuses. Mas, no sentido de ‘deleite’ dos espectadores diante das lutas entre feras e humanos, principalmente quando da parte humana estavam os considerados inimigos do Império, como o ocorrido com os mártires cristãos”, pondera a professora Suzana.

Ainda de acordo com ela na sociedade moderna, uma nova forma de espetáculo foi criada. “Segundo Guy Debord, ‘toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos’. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação. “Para ele, ‘enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência’. A realidade pode ter – e tem – graus de violência, mas se olharmos para o papel da mídia, segundo Debord, há na ‘representação espetacular’, uma inversão do real. ‘O espetáculo que inverte o real é produzido de forma que a realidade vivida acaba materialmente invadida pela contemplação do espetáculo, refazendo em si mesma a ordem espetacular pela adesão positiva. A realidade objetiva está presente nos dois lados. O alvo é passar para o lado oposto: a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo no real. Esta alienação recíproca é a essência e o sustento da sociedade existente’. Assim, ‘no mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso’”, comenta.

A profissional apresentou a reflexão como uma leitura a partir de princípios e teorias que, para ela, nos interpelam neste momento de nossa história. “Mídia e violência não é uma relação simples e pode ser refletida de diversas formas. O caminho que escolhi tem profunda relação com minhas opções como comunicadora, educadora e cristã. Parte da metodologia e dos princípios freireanos, da leitura crítica da realidade e da pedagogia histórico-dialética”, salientou.

O “Questões do Cotidiano” Acontece toda terceira terça-feira do mês no auditório da Faculdade Católica. A entrada é franca. Nossa próxima edição acontece dia 17 de abril e quem comanda a discussão sobre “Assédio moral e sexual no trabalho” é a Desembargadora do TRT, Dra Camilla G. P. Zeidler. Venha participar com a gente!







Tem início cursos de Extensão 2018 da Faculdade Católica

Ao todo são seis novos cursos oferecidos pela Faculdade Católica para o primeiro semestre de 2018. Confira:

De 29 de janeiro a dois de março, aconteceram dois cursos de verão. As boas-vindas foram dadas pelo coordenador dos cursos de extensão da Faculdade Católica, Pe. Vanildo de Paiva.

 Pe. José Augusto da Silva ministrou o curso Amoris Laetitia que trata sobre o amor na família. Os objetivos foram: apresentar a doutrina da Igreja que antecede a Exortação; discorrer sobre as repercussões do documento, além de apontar novos caminhos à luz de uma “Igreja hospital de campanha”.

Pe José Augusto explicou: “Amoris Laetitia: o amor da família. O amor, a nossa origem; Deus é amor! E a família é a sociedade mais primitiva, do ponto de vista histórico, e também é uma definição divina, a Sagrada Família”.

De acordo com ele, esse documento tem uma importância capital, porque congrega o pensamento do atual pontífice, o Papa Francisco, que assumiu o pontificado em 2013. “De lá pra cá ele antecipou, de certa forma, isso que ele resenhou nessa exortação apostólica. É preciso considerar também que esse documento não foi escrito somente pelo Papa. Ela é fruto de uma experiência sinodal, ou seja, uma experiência de toda a Igreja que se reuniu em Roma para refletir sobre a temática da família. O centro é a família e a redação final agregou a família na questão do amor” explica.

Pe José Augusto durante o curso

O coordenador dos cursos de extensão, Pe Vanildo de Paiva 


Outro curso de verão que também aconteceu em janeiro foi “Arte e cultura Barroca” com o prof. Dr. Marcos Horácio Gomes Dias. O curso teve como objetivo apresentar uma introdução ao estudo sobre a arte e a cultura barroca dos séculos XVII e XVIII, discutindo o Barroco como estilo, forma, percepção do mundo e costumes de um determinado período histórico.

Marcos Horário também salientou que o escopo do curso foi continuar o trabalho que teve início em 2016, ocasião em que a Faculdade ofereceu o curso “Sul de Minas: História, Religião e arte”, também sob sua orientação. “Falei do Barroco de uma forma geral, sempre lembrando da gente (Minas). A ideia é, cada vinda minha para Facapa, aprofundar um pouco mais. Como no outro curso foi história do Sul de Minas, a gente já falou muito da região, agora trouxemos coisas para aprofundar, sempre com a expectativa de agradar os participantes”.

Pe Vanildo durante as Boas-vindas aos participantes e Marcos Horácio

No dia três de março, começaram dois cursos: Psicologia em Nietzsche e Libras avançado.

O curso Psicologia em Nietzsche tem como objetivo abordar a importância da psicologia dentro da elaboração do pensamento nietzschiano, procurando responder à pergunta: até que ponto Nietzsche fala como psicólogo? Visa também abrir um diálogo entre Psicologia e Filosofia, sempre a partir da leitura das obras de Nietzsche, procurando discernir o modo pelo qual ambas as disciplinas contribuem mutuamente entre si.

Professor Adriano Geraldo durante o curso

O curso de Libras avançado objetiva graduar o público-alvo a conhecer a linguagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras) avançado, com competência, disciplina e ética, além de fazer interpretação Libras/Português – Português/Libras, relacionar-se utilizando a Libras e comunicar-se em diversos ambientes utilizando a Libras.

Cada participante fez sua apresentação pessoal através da linguagem de sinais

No dia cinco de março teve início o curso “Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã”. Tem como objetivo compreender a iniciação à vida cristã como adesão ao projeto de Jesus Cristo e à missão evangelizadora da Igreja; refletir sobre os sacramentos da iniciação à vida cristã (batismo-crisma-eucaristia) e o lugar que ocupam na mistagogia do seguimento de Jesus Cristo em uma comunidade de fé; aprofundar as indicações dadas arquidiocese de Pouso Alegre a respeito da compreensão e celebração litúrgica dos sacramentos de iniciação à vida cristã.

Pe Jean Paul durante o curso de Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã
E no dia oito de março, teve início, no setor Paraíso, o curso “A arte de Celebrar” ministrado pelo coordenador dos cursos de extensão da Faculdade Católica, Pe. Vanildo de Paiva, contando com a participação de mais de 40 alunos. De acordo com ele “o curso visa ao aprofundamento da Sagrada Liturgia, que tem no Mistério Pascal a sua centralidade, refletindo sobre o que lhe é essencial e a maneira melhor de celebrá-la”. O curso tem como objetivo capacitar agentes para atuação nas equipes de liturgia e de celebração das comunidades eclesiais, ampliar os conhecimentos e prática dos cristãos leigos e leigas que já atuam na Pastoral Litúrgica de nossas paróquias e aprofundar a natureza da Liturgia Cristã e mostrar como a ritualidade da Igreja é tanto mais litúrgica quanto mais se aproxima dessa natureza.

Pe. Vanildo de Paiva no primeiro dia do curso
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